O que realmente marcou o Salesforce World Tour São Paulo 2025
- Lorenzo Arcon

- Dec 12, 2025
- 3 min read

O Salesforce World Tour São Paulo 2025 deixou uma mensagem clara: o futuro das operações não será apenas digital, será inteligente, conectado e autônomo. Mas apesar de toda a tecnologia apresentada, o evento também reforçou algo essencial: o fator humano nunca foi tão importante.
Logo na entrada, já era possível sentir o clima de transformação. Painéis lotados, conversas sobre IA por todos os lados e, claro, muita expectativa sobre como tudo isso vai impactar vendas, atendimento e marketing nos próximos anos.
Agentforce: a estrela que mudou a conversa.
O destaque absoluto foi o Agentforce, o novo sistema de agentes de IA autônomos da Salesforce. Ele não apenas executa tarefas, ele pensa, aprende e age dentro do contexto da empresa.
Para muitos, essa foi a primeira vez que a IA apareceu de forma verdadeiramente aplicável ao dia a dia das operações. Isso explica a reação da plateia e o burburinho pós-evento.
Por que ele chamou tanta atenção?
Automatiza atendimento, vendas e operações internas sem perder contexto.
Aprende com os dados corporativos, evitando respostas genéricas.
Atua proativamente, identificando cenários e sugerindo ações.
Eleva a produtividade das equipes ao tirar peso do operacional.
Foi o momento em que o público percebeu: o CRM está ganhando um cérebro.
Data + CRM + IA: a combinação que virou o novo básico
Outro tema que dominou o evento foi a ideia de que dados, CRM e IA precisam andar juntos.
Hoje, não basta ter um CRM bem configurado. Sem dados organizados e integrados, a IA simplesmente não funciona como deveria.
Os especialistas reforçaram que:
Dados em tempo real são essenciais para decisões rápidas.
Experiências personalizadas já são o novo padrão do mercado.
A união entre Data Cloud e Customer 360 coloca o cliente no centro com precisão nunca vista.
Empresas ainda dependentes de planilhas precisam dar um salto urgente.
O evento mostrou que o futuro é menos sobre tecnologia isolada e mais sobre ecossistemas inteligentes!
Cases reais que provaram: não é futuro — é agora!
Diferente de anos anteriores, em que a conversa ficava mais na teoria, desta vez o público viu aplicações reais, de empresas brasileiras, funcionando na prática.
Esses exemplos despertaram atenção por um motivo simples: mostraram resultado.
Entre os ganhos apresentados estavam:
Redução de custos operacionais;
Aumento da eficiência comercial;
Atendimento mais rápido e preciso;
Automação de tarefas repetitivas sem perda de qualidade.
Ao final dessas sessões, ficou claro que IA + CRM + dados não é mais “tendência”: é competitividade.
O profissional de 2026: menos executor, mais estrategista.
Com a automação cuidando do operacional, a pergunta que surgiu foi: qual é o novo papel das pessoas? E a resposta apareceu em diversos painéis: o humano está ganhando protagonismo, não perdendo espaço.
Profissionais de vendas, marketing e atendimento passam a ter mais foco em:
análise de insights gerados pela IA;
relacionamento e empatia;
visão estratégica da jornada do cliente;
tomada de decisão orientada por dados.
Ou seja, a IA tira o peso e o humano entrega o valor.
Os debates que movimentaram os corredores
Claro, nem tudo foram aplausos. O evento também gerou discussões importantes. Muitas delas refletindo desafios reais das empresas.
Entre os principais pontos levantados estavam:
A maturidade de dados ainda é baixa em grande parte das organizações;
Alguns negócios não têm estrutura ou governança para IA;
O hype pode criar expectativas maiores do que a capacidade técnica atual;
Pequenas empresas têm receio do custo e da complexidade de implementação.
Essas críticas não diminuem o impacto das novidades — mas lembram que não existe IA eficiente sem uma base sólida.
O que empresas precisam fazer agora?
Se o Salesforce World Tour SP 2025 trouxe uma mensagem unificada, foi esta: Antes de avançar para IA e automação, é preciso arrumar a casa.
Isso significa:
organizar dados;
mapear processos;
treinar equipes;
definir responsabilidades;
construir governança digital.
Só assim o uso de IA deixa de ser hype e se transforma em vantagem competitiva.
2025 é o ano da entrega — não da promessa!
Em conclusão, o evento deixou claro que estamos entrando em um novo ciclo. A IA não é mais “futuro próximo”: é presente inevitável.
E, ao contrário do que muitos pensavam, esse movimento não substitui pessoas, ele empodera profissionais, fortalece processos e abre novas possibilidades de crescimento.
Se existe um momento ideal para começar a transformação, este momento é agora. A pergunta é: sua empresa está pronta para dar o próximo passo?




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